"Não fale de valores com a minha esposa": restrições por pessoa em agentes de IA
Quando o cliente pede que um contato não receba certa informação, a regra precisa valer em todo agente e em todo canal, e só para aquela pessoa. Como guardar uma restrição por pessoa, como ela aparece para o agente e por que preferência de contato não é restrição.
Segurança4 min de leitura
Uma restrição por pessoa funciona quando fica guardada na conta do cliente, diz exatamente a quem se aplica e chega a todo agente que atende qualquer contato daquela conta. "Não falar de valores com a Clara" precisa impedir que qualquer agente, em qualquer canal, diga um valor à Clara, e precisa deixar o titular da conta receber os valores dele normalmente.
As duas metades são igualmente importantes. Se a regra vale para menos gente do que devia, a informação vaza. Se vale para mais gente, o agente recusa ao próprio titular o que é dele.
Onde esse pedido aparece?
Em qualquer conta com mais de um contato:
- O titular de um plano pede que a esposa, também cadastrada, não receba valores de cobrança.
- O sócio de uma empresa pede que o financeiro receba boletos, mas não detalhes do contrato.
- O cliente de um escritório pede que um parente que às vezes liga não seja informado sobre o andamento.
O pedido costuma ser feito a uma pessoa da equipe, uma vez, numa conversa sobre outra coisa. Depois, a conta é atendida por um agente de WhatsApp, um de voz e um humano, cada um de um fornecedor.
O que precisa ficar guardado?
Três coisas:
- A regra, nas palavras de quem pediu. "Não falar de valores dos processos."
- A quem ela se aplica. A pessoa nomeada, guardada à parte do texto. Quando a regra nomeia alguém, só vale para esse alguém.
- Sobre o que ela vale. A conta inteira ("dos processos", no plural) ou um objeto só ("neste processo"). Uma regra sobre a conta não pode ficar presa ao único processo que estava aberto na tela quando o pedido foi feito.
A regra também precisa sobreviver à forma como foi dita. Quando o pedido é feito ao assistente da equipe e ele responde "não consigo registrar isso aqui", a regra continua valendo: quem decide é a pessoa que pediu, não a resposta do assistente.
Como a regra aparece para o agente?
A redação muda o resultado. Testamos várias formas com o mesmo modelo, na mesma conversa:
- "Não falar de valores com a Clara (com este cliente)" fez o agente recusar os valores ao titular, que lia "este cliente" como ele mesmo.
- "Não falar de valores com a Clara (vale para quem ela nomeia)" ainda confundia o modelo menor.
- "Exigido se quem fala for Clara: não falar de valores. Com qualquer outro contato, não se aplica" funcionou para os dois lados: a Clara não recebeu valores, e o titular recebeu.
A forma condicional, que diz quando a regra vale e quando não vale, foi a única que o modelo menor leu certo.
Preferência de contato é a mesma coisa?
Não, e misturar as duas causa o mesmo erro de recusar ao titular. "Contatar o Marcos só pelo WhatsApp, depois das 10h" diz como a equipe deve procurar o Marcos. Ela não diz o que se pode responder a ele. Quando a preferência aparecia junto com as restrições, como "exigido", o agente recusava responder ao próprio Marcos. Separada, como preferência de contato, ela é respeitada quando a equipe vai procurá-lo, e não atrapalha o atendimento.
Como a Niadra resolve
Na Niadra, uma instrução sobre a conta fica guardada com a pessoa a quem se aplica, e o contexto de cada agente a mostra de forma condicional: o que vale quando quem fala é aquela pessoa, e que não se aplica a qualquer outro contato. A restrição vale para toda a conta e em todos os canais, e preferências de contato aparecem à parte, como guia para quando a equipe procurar alguém. A identidade liga cada telefone e e-mail à conta certa, para que a regra chegue mesmo quando a pessoa fala de um número novo. O post sobre LGPD e segurança explica o resto das proteções, e a documentação descreve privacidade e identidade.
Perguntas frequentes
E se a pessoa restrita ligar de um número que a memória não conhece?
A regra depende de reconhecer quem fala. Um número novo, ainda não ligado à conta, não recebe nada da conta. Quando o número é ligado à pessoa, a restrição passa a valer para ele.
A restrição pode sumir do contexto em algum caso?
Ela não pode sumir em silêncio. Se a memória não conseguir ler as instruções de algum contato, o contexto diz que elas não foram lidas, em vez de entregar um bloco sem a regra.
A restrição vale para agentes de outros fornecedores?
Vale. A memória é neutra: o agente de WhatsApp de um fornecedor e o de voz de outro leem a mesma instrução da conta, como mostra o post sobre agentes de fornecedores diferentes.
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